quarta-feira, 30 de junho de 2010

A realidade é cruel ...

Por isso eu prefiro viver de lembranças .

É incrível a curiosidade das pessoas. Nesse caso, a minha.
Eu não quero ouvir seu nome, mas eu ainda procuro saber de você... como você está, com quem você estava, onde estava, à que horas e todas essas coisas que eu não deveria me interessar.

Eu me levantei da cadeira com olhos de interesse, mas logo passou e me sentei assustada por esse tormento, que ainda é você .

Mas hoje de manhã aconteceu uma coisa muito mais estranha.
Eu me senti estranhamente feliz e otimista, até sair te procurando eu saí. Olhei no corredor, desci as escadas, estava atenta à todas as vozes que falavam juntas, pra no meio delas encontrar a sua. Procurei pelas janelas, até no pequeno jardim eu fui. Tudo isso com uma certa euforia, eu podia jurar que você estava lá, eu sentia você ali, naquele momento .
E depois dessas procuras em vão, eu voltei à realidade e voltei andando com o corpo pesado, me arrastando, e ao mesmo tempo um andar leve e sutil.
Me sentei novamente e me debrucei na mesa, apenas querendo dormir ... ou sonhar.
Estou sendo forçada à aceitar, o que passou , nunca mais vai voltar. É só isso que eu preciso entender e viver o presente, tendo as lembraças só como lembraças, não vivendo delas.

Tudo isso não quer dizer que eu não sinta sua falta, muito pelo contrário.

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