Não existe na minha vida, um momento bonito de verdade no qual eu tenha saído totalmente vitoriosa.
A maior parte do meu tempo eu passei competindo e ganhando, sempre ganhando.
Mas é aí que tá o problema; ninguém nunca soube reconhecer minhas vitórias, nunca souberam me parabenizar.
A atenção era sempre voltada para o perdedor, e posso afirmar que ainda hoje é assim. O perdedor está sempre lá para exibir sua derrota e ganhar toda a atenção que era para ser minha.
E posso afirmar também, que já me acostumei com isso tudo. Porque eu sei, que quando estiver competindo sozinha, a vitória vai ser minha e só minha.
Eu não teria medo de competir sozinha.
domingo, 29 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Não existem motivos e sentidos
Tem sempre aquele momento que você para pra pensar o porquê de estar vivendo.
Vivendo com todos os seus ógãos sem funcionar.
Sem nenhum motivo pra viver.
Mas a eterna e torturante busca de um motivo continua.
E as pessoas ? Elas precisam fazer algum sentido ?
Se precisam eu não sei, mas eu não faço, não faço nenhum sentido. E não faz sentido viver assim. Mas ainda não é o fim, e está muito longe de ser.
Mas e aí quando não se tem o que fazer ou por onde correr ?
O jeito é mesmo esperar. Esperar algum novo movimento.
Um novo momento.
Rodei, rodei e não disse nada como sempre.
Na verdade só queria dizer que essa pessoa que vocês veem por aí, é apenas um fantasma. Uma alma penada, que não sente nada há tempos. Seus ógãos estão desativados, e principalmente, o principal; o coração... esse já parou de bombear sangue faz muito mais tempo do que se pode imaginar.
Uma capa, uma máscara e um milhão de sorrisos falsos.
Aliás, nunca foram distribuídos tantos sorrisos falsos como agora.
Só um detalhe é real e ainda importa, os olhares.
Vivendo com todos os seus ógãos sem funcionar.
Sem nenhum motivo pra viver.
Mas a eterna e torturante busca de um motivo continua.
E as pessoas ? Elas precisam fazer algum sentido ?
Se precisam eu não sei, mas eu não faço, não faço nenhum sentido. E não faz sentido viver assim. Mas ainda não é o fim, e está muito longe de ser.
Mas e aí quando não se tem o que fazer ou por onde correr ?
O jeito é mesmo esperar. Esperar algum novo movimento.
Um novo momento.
Rodei, rodei e não disse nada como sempre.
Na verdade só queria dizer que essa pessoa que vocês veem por aí, é apenas um fantasma. Uma alma penada, que não sente nada há tempos. Seus ógãos estão desativados, e principalmente, o principal; o coração... esse já parou de bombear sangue faz muito mais tempo do que se pode imaginar.
Uma capa, uma máscara e um milhão de sorrisos falsos.
Aliás, nunca foram distribuídos tantos sorrisos falsos como agora.
Só um detalhe é real e ainda importa, os olhares.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Olhos, os nossos olhos
Um par de olhos escuros e sem beleza alguma. Esses olhos nunca disseram nada à ninguém, nunca souberam se expressar. E hoje, esses mesmos olhos permanecem calados, mas com uma vontade imensa de gritar, aliviar o peso que os derruba.
E eles esperam ansiosamente algum outro par de olhos para se chocarem e até mesmo piscarem juntos, e verem as mesmas formas e cores, do mesmo jeito. Juntos.
Talvez esse par de olhos escuros e sem beleza, seja o menos atraente dos olhos à sua volta, mas eles ainda esperam com paciência e força e talvez eles já tenham até escolhido o outro par de olhos para se chocarem, mas os escolhidos não os escolheram.
Eles choram, abrem, fecham, quase se fecham, se desviam, focam ... sozinhos. E mais do que tudo; imploram por brilho, beleza e socorro.
Capazes de perceber e decorar até mesmo os menores movimentos.
Quase mortos, os olhos escuros.
E eles esperam ansiosamente algum outro par de olhos para se chocarem e até mesmo piscarem juntos, e verem as mesmas formas e cores, do mesmo jeito. Juntos.
Talvez esse par de olhos escuros e sem beleza, seja o menos atraente dos olhos à sua volta, mas eles ainda esperam com paciência e força e talvez eles já tenham até escolhido o outro par de olhos para se chocarem, mas os escolhidos não os escolheram.
Eles choram, abrem, fecham, quase se fecham, se desviam, focam ... sozinhos. E mais do que tudo; imploram por brilho, beleza e socorro.
Capazes de perceber e decorar até mesmo os menores movimentos.
Quase mortos, os olhos escuros.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Noites de um verão qualquer
Os filmes ainda estão passando pela minha cabeça. São dois.
Um, é aventura... e o outro é um romance indo pro drama, ou um drama indo pro romance. Não sei muito bem o gênero desse segundo filme, ele ainda não teve fim. Ou fui eu mesma que não quis assistir o fim.
Mas os dois foram lançados no verão. Era muita coisa pra minha cabeça, foi um verão conturbado. Eu me sufoquei naquele ar, todas as noites.
São apenas filmes, eu deveria me desapegar deles... mas o problema é que eu adoro assisti-los toda noite antes de dormir. Só pra lembrar um pouco desse verão, que não foi mais um verão qualquer, como eu gostaria que tivesse sido.
Já está na hora de lançar um novo filme, pra esse inverno tão seco.
E isso é estranho, porque é inverno mas eu me sinto como nos dias de verão, eu sinto a mesma liberdade que há no verão e realmente sinto como se estivesse no verão. Não o tempo, o clima... mas eu mesma.
Não sei o que isso quer dizer, se quer mesmo dizer alguma coisa ... não sei por quanto tempo eu ainda vou querer assistir esses filmes... mas a única coisa que eu quero ( de verdade ) , é um filme pro inverno. Pra esse inverno. Porque o próximo verão já se aproxima, e eu tenho um certo receio do que possa vir com ele.
Um abraço apertadíssimo ...
Um, é aventura... e o outro é um romance indo pro drama, ou um drama indo pro romance. Não sei muito bem o gênero desse segundo filme, ele ainda não teve fim. Ou fui eu mesma que não quis assistir o fim.
Mas os dois foram lançados no verão. Era muita coisa pra minha cabeça, foi um verão conturbado. Eu me sufoquei naquele ar, todas as noites.
São apenas filmes, eu deveria me desapegar deles... mas o problema é que eu adoro assisti-los toda noite antes de dormir. Só pra lembrar um pouco desse verão, que não foi mais um verão qualquer, como eu gostaria que tivesse sido.
Já está na hora de lançar um novo filme, pra esse inverno tão seco.
E isso é estranho, porque é inverno mas eu me sinto como nos dias de verão, eu sinto a mesma liberdade que há no verão e realmente sinto como se estivesse no verão. Não o tempo, o clima... mas eu mesma.
Não sei o que isso quer dizer, se quer mesmo dizer alguma coisa ... não sei por quanto tempo eu ainda vou querer assistir esses filmes... mas a única coisa que eu quero ( de verdade ) , é um filme pro inverno. Pra esse inverno. Porque o próximo verão já se aproxima, e eu tenho um certo receio do que possa vir com ele.
Um abraço apertadíssimo ...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
A pior dor ...
Se chama saudade.
Ter saudade de algo ou alguém que você sabe que volta é uma coisa... Essa saudade é um tipo bom, que você vai afogá-la no abraço, e ela vai morrer pra dar lugar à pessoa ou algo que tinha partido.
Agora, ter saudade de algo ou alguém que já morreu, por exemplo, é ir morrendo pouco a pouco... Essa saudade aperta, machuca, espreme seu coração. E você é obrigado à aceitar a realidade, no modo mais cruel que ela pode ser vista. Porque ou você aceita a partida, o fim, a morte e se liga que nunca mais vai voltar e convive com essa dor insuportável ; ou você simplesmente deixa de ter saudade. E isso existe ? Dá pra ser ?
Não, não dá. Então você é obrigado a encarar a talzinha da realidade. E tentar ser feliz no tempo que te resta, porque você está morrendo pouco a pouco.
Vocês não sabem nada sobre a saudade, mas o tempo está acabando.
Ter saudade de algo ou alguém que você sabe que volta é uma coisa... Essa saudade é um tipo bom, que você vai afogá-la no abraço, e ela vai morrer pra dar lugar à pessoa ou algo que tinha partido.
Agora, ter saudade de algo ou alguém que já morreu, por exemplo, é ir morrendo pouco a pouco... Essa saudade aperta, machuca, espreme seu coração. E você é obrigado à aceitar a realidade, no modo mais cruel que ela pode ser vista. Porque ou você aceita a partida, o fim, a morte e se liga que nunca mais vai voltar e convive com essa dor insuportável ; ou você simplesmente deixa de ter saudade. E isso existe ? Dá pra ser ?
Não, não dá. Então você é obrigado a encarar a talzinha da realidade. E tentar ser feliz no tempo que te resta, porque você está morrendo pouco a pouco.
Vocês não sabem nada sobre a saudade, mas o tempo está acabando.
sábado, 3 de julho de 2010
Será tudo isso, um reflexo da solidão absoluta ?
Até então eu tinha passado um dia razoavelmente bom.
Mas às vezes coisinhas pequenas que te irritam vão ocorrendo durante o dia todo, aí de noite, você não aguenta mais essa montanha de coisinhas pequenas e explode.
Eu quando estou com raiva tenho vontade de quebrar a cara de todo mundo, ou quase todo mundo... Preferia estar triste, porque a tristeza seria só minha, ninguém teria nada a ver com isso . Mas a raiva não, a culpa é de vocês. De todos vocês, ou quase todos vocês .
O que me deixa com mais raiva, é como as coisas acontecem facilmente pras outras pessoas e pra mim não, só pra mim que não . Então é por isso que eu quero que a massa se foda, quebrem a cara legal. Aí eu não serei a única infeliz do pedaço . HAHAHAHA
Amanhã eu vou num encontro de pessoas chatas, metidas e arrogantes . A alta sociedade de Mairinque, mas pretendo voltar logo, me dá náuses olhar pra cara delas .
Eu sei que isso aqui ficou feio pra danar; ficou uma coisa odiosa, carregada, bem infeliz mesmo ... Mas fazer o que né, eu escrevo o que me vem à cabeça . E não pra agradar à vocês meus caros .
AH, hoje eu não sinto falta de ninguém. Só por hoje .
Mas às vezes coisinhas pequenas que te irritam vão ocorrendo durante o dia todo, aí de noite, você não aguenta mais essa montanha de coisinhas pequenas e explode.
Eu quando estou com raiva tenho vontade de quebrar a cara de todo mundo, ou quase todo mundo... Preferia estar triste, porque a tristeza seria só minha, ninguém teria nada a ver com isso . Mas a raiva não, a culpa é de vocês. De todos vocês, ou quase todos vocês .
O que me deixa com mais raiva, é como as coisas acontecem facilmente pras outras pessoas e pra mim não, só pra mim que não . Então é por isso que eu quero que a massa se foda, quebrem a cara legal. Aí eu não serei a única infeliz do pedaço . HAHAHAHA
Amanhã eu vou num encontro de pessoas chatas, metidas e arrogantes . A alta sociedade de Mairinque, mas pretendo voltar logo, me dá náuses olhar pra cara delas .
Eu sei que isso aqui ficou feio pra danar; ficou uma coisa odiosa, carregada, bem infeliz mesmo ... Mas fazer o que né, eu escrevo o que me vem à cabeça . E não pra agradar à vocês meus caros .
AH, hoje eu não sinto falta de ninguém. Só por hoje .
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A realidade é cruel ...
Por isso eu prefiro viver de lembranças .
É incrível a curiosidade das pessoas. Nesse caso, a minha.
Eu não quero ouvir seu nome, mas eu ainda procuro saber de você... como você está, com quem você estava, onde estava, à que horas e todas essas coisas que eu não deveria me interessar.
Eu me levantei da cadeira com olhos de interesse, mas logo passou e me sentei assustada por esse tormento, que ainda é você .
Mas hoje de manhã aconteceu uma coisa muito mais estranha.
Eu me senti estranhamente feliz e otimista, até sair te procurando eu saí. Olhei no corredor, desci as escadas, estava atenta à todas as vozes que falavam juntas, pra no meio delas encontrar a sua. Procurei pelas janelas, até no pequeno jardim eu fui. Tudo isso com uma certa euforia, eu podia jurar que você estava lá, eu sentia você ali, naquele momento .
E depois dessas procuras em vão, eu voltei à realidade e voltei andando com o corpo pesado, me arrastando, e ao mesmo tempo um andar leve e sutil.
Me sentei novamente e me debrucei na mesa, apenas querendo dormir ... ou sonhar.
Estou sendo forçada à aceitar, o que passou , nunca mais vai voltar. É só isso que eu preciso entender e viver o presente, tendo as lembraças só como lembraças, não vivendo delas.
Tudo isso não quer dizer que eu não sinta sua falta, muito pelo contrário.
É incrível a curiosidade das pessoas. Nesse caso, a minha.
Eu não quero ouvir seu nome, mas eu ainda procuro saber de você... como você está, com quem você estava, onde estava, à que horas e todas essas coisas que eu não deveria me interessar.
Eu me levantei da cadeira com olhos de interesse, mas logo passou e me sentei assustada por esse tormento, que ainda é você .
Mas hoje de manhã aconteceu uma coisa muito mais estranha.
Eu me senti estranhamente feliz e otimista, até sair te procurando eu saí. Olhei no corredor, desci as escadas, estava atenta à todas as vozes que falavam juntas, pra no meio delas encontrar a sua. Procurei pelas janelas, até no pequeno jardim eu fui. Tudo isso com uma certa euforia, eu podia jurar que você estava lá, eu sentia você ali, naquele momento .
E depois dessas procuras em vão, eu voltei à realidade e voltei andando com o corpo pesado, me arrastando, e ao mesmo tempo um andar leve e sutil.
Me sentei novamente e me debrucei na mesa, apenas querendo dormir ... ou sonhar.
Estou sendo forçada à aceitar, o que passou , nunca mais vai voltar. É só isso que eu preciso entender e viver o presente, tendo as lembraças só como lembraças, não vivendo delas.
Tudo isso não quer dizer que eu não sinta sua falta, muito pelo contrário.
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