sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Só entende quem já sentiu

Após um banho quente e cheio de palavras ao vento, aquela essência é sentida novamente, aquele cheiro gostoso de flor lilás.
A essência de um sentimento lindo, nobre e digno de ser compartilhado com o mundo todo.
Você seria capaz de entender ? E mais, seria capaz de SENTIR ?

O que predomina não são as dúvidas, mas sim a vontade enorme de dizer e mostrar a beleza desse sentimento. Mostrar também o orgulho que é sentido em ter esse sentimento dentro de si.
Compartilhar tudo aquilo que sempre foi sonhado, sonhado por todos mas que só alguns conseguem tornar concreto. E sim, acredite, é real ... ele existe. Está aqui.

Quem pede é o corpo; uma chance, um balanço com a cabeça, um sinal de positivo para que se deixe entender e sentir.
A alma que habita o corpo não sabe quando, como, onde e se realmente será dita a pureza e beleza deste sentimento que o pequeno coração carrega e guarda com tanto cuidado.
Cuidado para que não se perca, não desapareça sem antes ser visto.

Almas como essas só precisam de coragem.

domingo, 5 de setembro de 2010

Preciosas lágrimas

Quando chegar a hora do último adeus (acho que é muito forte), eu só vou querer levar comigo uma caixinha com todas as lágrimas que foram derramadas ao longo do tempo. E quantas lágrimas foram hein !

Só quero as lágrimas, porque elas expressam todos os meus sentimentos.
Quando eu estava feliz, chorei. Triste, chorei. Com raiva, chorei, chorei muito. Com saudade, quase morri de tanto chorar. Apaixonada (?), chorei.

Passo a maior parte do meu tempo derramando lágrimas por aí, e nenhuma delas é/foi em vão.
No fim, são apenas lágrimas de agradecimento.
Agradecimento por ter vivido cada um desses momentos que me garantiram lágrimas. E agradecimento também à todas as pessoas causadoras das lágrimas.

Pessoas boas ! Algumas até dignas de serem chamadas "anjos", outras de "heróis".
Os heróis mesmo, são poucos. Mas eles são tão importantes, que não deixaria de falar deles.
E ah, tem também um grande líder revolucionário. Mas esse já não conta.

Só sei que vou levar comigo tudo isso aí.
E se não fosse pedir demais, eu gostaria que vocês também me levassem, levassem um pouco que seja, desses momentos. Nossos momentos.

Somos todos efêmeros, essa é a verdade.



domingo, 29 de agosto de 2010

Ninguém realmente ganha

Não existe na minha vida, um momento bonito de verdade no qual eu tenha saído totalmente vitoriosa.
A maior parte do meu tempo eu passei competindo e ganhando, sempre ganhando.
Mas é aí que tá o problema; ninguém nunca soube reconhecer minhas vitórias, nunca souberam me parabenizar.
A atenção era sempre voltada para o perdedor, e posso afirmar que ainda hoje é assim. O perdedor está sempre lá para exibir sua derrota e ganhar toda a atenção que era para ser minha.
E posso afirmar também, que já me acostumei com isso tudo. Porque eu sei, que quando estiver competindo sozinha, a vitória vai ser minha e só minha.

Eu não teria medo de competir sozinha.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Não existem motivos e sentidos

Tem sempre aquele momento que você para pra pensar o porquê de estar vivendo.
Vivendo com todos os seus ógãos sem funcionar.
Sem nenhum motivo pra viver.
Mas a eterna e torturante busca de um motivo continua.

E as pessoas ? Elas precisam fazer algum sentido ?
Se precisam eu não sei, mas eu não faço, não faço nenhum sentido. E não faz sentido viver assim. Mas ainda não é o fim, e está muito longe de ser.
Mas e aí quando não se tem o que fazer ou por onde correr ?
O jeito é mesmo esperar. Esperar algum novo movimento.
Um novo momento.

Rodei, rodei e não disse nada como sempre.
Na verdade só queria dizer que essa pessoa que vocês veem por aí, é apenas um fantasma. Uma alma penada, que não sente nada há tempos. Seus ógãos estão desativados, e principalmente, o principal; o coração... esse já parou de bombear sangue faz muito mais tempo do que se pode imaginar.

Uma capa, uma máscara e um milhão de sorrisos falsos.
Aliás, nunca foram distribuídos tantos sorrisos falsos como agora.
Só um detalhe é real e ainda importa, os olhares.








quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Olhos, os nossos olhos

Um par de olhos escuros e sem beleza alguma. Esses olhos nunca disseram nada à ninguém, nunca souberam se expressar. E hoje, esses mesmos olhos permanecem calados, mas com uma vontade imensa de gritar, aliviar o peso que os derruba.
E eles esperam ansiosamente algum outro par de olhos para se chocarem e até mesmo piscarem juntos, e verem as mesmas formas e cores, do mesmo jeito. Juntos.

Talvez esse par de olhos escuros e sem beleza, seja o menos atraente dos olhos à sua volta, mas eles ainda esperam com paciência e força e talvez eles já tenham até escolhido o outro par de olhos para se chocarem, mas os escolhidos não os escolheram.

Eles choram, abrem, fecham, quase se fecham, se desviam, focam ... sozinhos. E mais do que tudo; imploram por brilho, beleza e socorro.
Capazes de perceber e decorar até mesmo os menores movimentos.

Quase mortos, os olhos escuros.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Noites de um verão qualquer

Os filmes ainda estão passando pela minha cabeça. São dois.
Um, é aventura... e o outro é um romance indo pro drama, ou um drama indo pro romance. Não sei muito bem o gênero desse segundo filme, ele ainda não teve fim. Ou fui eu mesma que não quis assistir o fim.

Mas os dois foram lançados no verão. Era muita coisa pra minha cabeça, foi um verão conturbado. Eu me sufoquei naquele ar, todas as noites.

São apenas filmes, eu deveria me desapegar deles... mas o problema é que eu adoro assisti-los toda noite antes de dormir. Só pra lembrar um pouco desse verão, que não foi mais um verão qualquer, como eu gostaria que tivesse sido.

Já está na hora de lançar um novo filme, pra esse inverno tão seco.

E isso é estranho, porque é inverno mas eu me sinto como nos dias de verão, eu sinto a mesma liberdade que há no verão e realmente sinto como se estivesse no verão. Não o tempo, o clima... mas eu mesma.

Não sei o que isso quer dizer, se quer mesmo dizer alguma coisa ... não sei por quanto tempo eu ainda vou querer assistir esses filmes... mas a única coisa que eu quero ( de verdade ) , é um filme pro inverno. Pra esse inverno. Porque o próximo verão já se aproxima, e eu tenho um certo receio do que possa vir com ele.


Um abraço apertadíssimo ...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A pior dor ...

Se chama saudade.

Ter saudade de algo ou alguém que você sabe que volta é uma coisa... Essa saudade é um tipo bom, que você vai afogá-la no abraço, e ela vai morrer pra dar lugar à pessoa ou algo que tinha partido.

Agora, ter saudade de algo ou alguém que já morreu, por exemplo, é ir morrendo pouco a pouco... Essa saudade aperta, machuca, espreme seu coração. E você é obrigado à aceitar a realidade, no modo mais cruel que ela pode ser vista. Porque ou você aceita a partida, o fim, a morte e se liga que nunca mais vai voltar e convive com essa dor insuportável ; ou você simplesmente deixa de ter saudade. E isso existe ? Dá pra ser ?

Não, não dá. Então você é obrigado a encarar a talzinha da realidade. E tentar ser feliz no tempo que te resta, porque você está morrendo pouco a pouco.


Vocês não sabem nada sobre a saudade, mas o tempo está acabando.